COLUNA VERDADEIRO OU FALSO #33 Pessoas com diabetes têm mais propensão a contrair Hepatite C?

Nova edição da coluna Verdadeiro ou Falso explica a relação entre o diabetes e a hepatite C

São Paulo, julho de 2020. As hepatites são infecções no fígado classificadas por letras do alfabeto, indo do A até o E. As formas de transmissão são múltiplas, de acordo com o tipo da doença. Comumente, as infecções estão associadas da água e alimentos contaminados, sangue contaminado, contato sexual sem o uso de preservativo e compartilhamento de objetos perfurantes, como seringas, agulhas e instrumentos de manicure e tatuagens. Dentre elas, a hepatite C acomete entre 1 e 2% da população, somente no Brasil. É considerada uma das maiores epidemias da atualidade. Mas qual a relação do diabetes com essa doença?

Pessoas com Hepatite C (sobretudo, aquelas com idade superior a 40 anos) apresentam risco quatro vezes maior de desenvolver diabetes. Por outro lado, pessoas com DM apresentam até sete vezes mais chances de desenvolver a doença hepática, visto que estão mais expostas ao uso de seringas e outros itens que podem ampliar o risco de infecção. Segundo o Dr. Domingos Malerbi, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, a resistência à insulina causa processos inflamatórios e esteatose (gordura no fígado) que favorecem a entrada do vírus no organismo. Por esta razão, a realização de testes periódicos de curva glicêmica e hemoglobina glicada torna-se fundamental na atenção a essas doenças.

Em 90% dos casos, a hepatite é assintomática. Contudo, em algumas situações, a enfermidade pode ocorrer de forma aguda (estágio que antecede a forma crônica) e manifestar sintomas, como mal-estar; vômitos; náuseas; pele amarelada (icterícia); dores musculares e outros. Quando não tratada, a doença pode desencadear quadros de cirrose, câncer no fígado e insuficiência hepática.

Como não existe vacina contra a Hepatite C, a prevenção se dá por meio de cuidados como não compartilhar objetos perfurantes não esterilizados (como alicates de unha e agulhas para tatuagem) ou preferir os descartáveis; manter relações sexuais somente com preservativo; evitar consumo excessivo de bebidas alcoólicas; não utilizar drogas injetáveis.

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