Dr. Mateus Dornelles Severo
CREMERS 30.576
Médico Endocrinologista
Mestre em Endocrinologia/UFGRS

Hábitos alimentares inapropriados aliados ao sedentarismo acabam por acarretar aumento de peso com o passar do tempo. Este, por sua vez, associa-se com problemas de saúde, tais como pressão alta, diabetes mellitus, aumento dos níveis de colesterol e todas suas consequências.

Entre as doenças associadas ao excesso de peso e à obesidade, vem ganhando destaque a doença hepática gordurosa não alcoólica (o tipo mais comum de esteatose hepática), ou seja, acúmulo de gordura no fígado.

Estudos demonstram que cerca de 30% da população ocidental possui esteatose hepática. Quando são considerados apenas indivíduos diabéticos, a proporção sobe para 80%, sendo mais comum nas pessoas de origem hispânica.

A grande maioria destes pacientes não sente nada e descobre o problema em exames de imagem ou de sangue. Contudo sintomas como desconforto abdominal, cansaço e mal estar podem estar presentes.

Antes de tudo, os pacientes com esteatose hepática devem ser avaliados quanto à presença de outras doenças do fígado e perguntados sobre uso de medicamentos e substâncias (álcool, por exemplo) que também podem causar acúmulo de gordura. Depois de excluídas todas as possíveis causas, confirma-se o diagnóstico de doença hepática gordurosa não alcoólica. Caso permaneçam dúvidas, uma biópsia do fígado pode ser solicitada.

Mas por que a doença hepática gordurosa não alcoólica preocupa? O simples fato de o paciente ter gordura depositada no fígado aumenta o risco de doenças cardíacas e vasculares em quase 2 vezes. Além do mais, a gordura pode levar a inflação do fígado causando uma hepatite, a esteato hepatite não alcoólica. Esta pode, dentro de alguns anos, evoluir para cirrose com suas consequências como câncer de fígado e transplante hepático.

O tratamento da doença gordurosa hepática não alcoólica e da esteato hepatite consiste em modificar os hábitos de vida pra perder peso, além de tratar os níveis elevados de açúcar e colesterol quando presentes. Infelizmente, tratamentos específicos com remédios ainda deixam muito a desejar.

Não está indicado o rastreamento da doença, a menos que o paciente tenha sintomas ou pertença a grupos de alto risco (diabéticos). A prevenção consiste em manter hábitos saudáveis e o peso o mais próximo possível do ideal.

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Comentários  

Jéssica Pinto Dias 12-05-2015 16:16
Boa Tarde, sou acadêmica de enfermagem da Universidade Federal do Amapá e tenho uma dúvida sobre como a Diabettes Mellitus tipo 2 pode originar a cirrose hepática? Aguardo resposta. Abraços.
Gleiciane Mota 26-11-2014 20:21
Boa noite !
Gostaria de tirar uma dúvida, estamos usando no lugar de açúcar, um adoçante dietético chamado Doçurinha , meu marido e eu não temos diabetes mas temos casos na família, podemos fazer uso desse açúcar, ou se continuarmos usando poderemos adquirir alguma doença ???

Desde já agradecemos.