As infecções pneumocócicas, incluindo pneumonia, bacteremia e meningite, são importantes causas de adoecimento e de morte em crianças com menos de 1 ano de idade, idosos e em indivíduos com doenças crônicas como diabetes mellitus. Além disso, outras doenças comumente presentes nos pacientes diabéticos também aumentam o risco de infecções graves pelo pneumococo, como doenças cardíacas e a insuficiência renal crônica. Logo, a vacinação contra o Streptococcus pneumoniae é uma importante estratégia no cuidado preventivo dos pacientes diabéticos, sendo tão importante quanto o cuidado com os pés, por exemplo. A seguir, as principais vacinas, suas indicações, calendário e eficácia.

Recentemente, a organização mundial da saúde (OMS) publicou novas diretrizes1 com recomendações para limitar o consumo de “açúcares livres”, ou seja, carboidratos simples que são adicionados artificialmente durante o processamento industrial dos alimentos. A OMS, em parceria com sua divisão de agricultura e alimentos (FAO – Food and Agriculture Organization), afirmam que o consumo de mais de 10% do total de calorias diárias na forma destes compostos pode levar ao aumento de obesidade, doenças não transmissíveis (diabetes, hipertensão, etc.) e cáries dentárias. Uma recomendação opcional é feita para limitar este total a não mais de 5%.

A prevenção do diabetes mellitus tipo 2 com medicamentos pode ser útil em pacientes com alto risco de desenvolver a doença e que falharam nas medidas de mudança do estilo de vida. Vários fármacos já foram estudados com este propósito, no entanto, segundo uma revisão extensa da literatura realizada por Padwal em 2005, apenas medicamentos antidiabéticos e o orlistate mostraram algum benefício em prevenir o diabetes.

A situação do controle glicêmico no Brasil é desastrosa e altamente preocupante: 90% dos diabéticos tipo 1 e 73% dos diabéticos tipo 2 estão com o diabetes fora de controle. Uma das principais causas dessa situação é a falta de uma prática adequada de automonitorização da glicemia, o que retarda o diagnóstico do descontrole e não permite ao médico tomar decisões terapêuticas mais eficazes, exatamente pela falta de conhecimento do estado do controle glicêmico de seus pacientes.