“Já fui atropelada várias vezes pela vida e o ciclismo me deu energia para continuar”

Conheça a história de Monica Messias que foi diagnosticada aos 11 anos com Diabetes Tipo 1, ficou cega em decorrência da doença, passou por transplante de pâncreas, retransplantes de rins e hoje coordena o projeto “DV na trilha”, que une deficientes visuais, pessoas com diabetes ou que buscam a prevenção por meio do esporte

 

 

“Quando eu estava no hospital ou passando por algum problema eu falava: quero voltar a pedalar”, é assim que Monica define sua paixão pelo ciclismo e o modo como a atividade lhe deu força e motivação. Diagnosticada ainda na infância com o diabetes tipo 1, aos 25 anos tornou-se deficiente visual em decorrência da doença. Hoje levanta a bandeira sobre a importância da prevenção e da atividade física para prevenir e controlar o diabetes e outras complicações.

“É uma doença que a cada dia está mais presente na sociedade e precisa de uma atenção especial, muito mais, inclusive, na questão da prevenção, porque é uma doença que pesa no bolso do governo. A prevenção é sempre mais em conta e acessível. A conscientização é muito importante e a ação também”, explica Monica, durante a participação na sessão solene em alusão ao Novembro Diabetes Azul.

A atleta conta que muitas pessoas já passaram pelo projeto, iniciado em 2004, que hoje tem 26 participantes deficientes visuais, além de condutores e voluntários. “É uma confraternização, um grupo de amigos que se diverte e pratica esporte. É um meio de queimar a glicose e evitar o estresse – um dos fatores que faz a glicemia subir”.

Por conta do diabetes, Monica já realizou um transplante de pâncreas e 3 transplantes de rim, decorrentes de complicações. O primeiro foi aos 32 anos. Hoje fala sobre a importância de dar luz ao assunto e das dificuldades que enfrenta diariamente. “Enquanto convivi com o diabetes nunca conseguia pegar insumos. Agora, transplantada, nem sempre eu tenho acesso aos medicamentos para evitar a rejeição dos órgãos. Isso aflige muito a gente porque são remédios caros, que se eu não tomo volto pra fila de transplante. Tenho certeza que não é algo barato para o governo ou alguém pagar. Então tem que pensar nisso, o medicamento ainda é muito mais barato, muito melhor para o paciente não ter que passar por isso e para o Governo não ter que pagar novamente um novo transplante”. Ela explica ainda que, atualmente, tem acesso ao tratamento pelo SUS e quando não está disponível tem “a sorte de poder comprar as três caixas por mês no valor de R$800”.

Monica quer que seu exemplo auxilie e inspire outras pessoas sobre prevenção por meio do esporte. Com um sorriso ela explica a mudança na sua vida “eu fui só para experimentar e fiquei”.

 

Sobre o DV na trilha

O Projeto Deficiente Visual na Trilha é uma ação social realizada por voluntários e ciclistas de Brasília que decidiram dividir uma de suas maiores paixões, o pedalar, com quem de outra forma não teria como fazê-lo, os deficientes visuais (DVs).

As reuniões são quinzenais, aos sábados, às 9:00 horas da manhã, no Jardim Botânico de Brasília. Para tanto, utilizamos bicicletas tandem, (bicicletas duplas - para dois ciclistas), na frente vai um condutor, voluntário do projeto, e atrás um deficiente visual.

Saiba mais: http://www.dvnatrilha.com.br/o-projeto/institucional/quem-somos

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