Diabetes Tipo 1: tratamento foi tema na Câmara Municipal de São Paulo

No último dia 08 de maio, a Câmara Municipal de São Paulo promoveu o XXXIV Ciclo de Debate Município Saudável que teve como tema “Discutindo a situação do diabetes tipo 1 no Brasil”. O objetivo era dar oportunidade aos especialistas de discutirem alternativas para o controle do Diabetes tipo 1 no país, conhecida também como diabetes insulinodependente, diabetes infanto-juvenil e diabetes imunomediado.

A iniciativa partiu das sociedades médicas como SBD, SBEM, Sociedade Brasileira de Pediatria, ANAD e FENAD, junto com o médico e vereador Gilberto Natalini. A SBD foi representada pelo presidente Dr. Walter Minicucci e pela Dra. Karla Melo, coordenadora do Departamento de Saúde Pública da entidade. Também participaram da mesa representantes da Secretaria Municipal e Estadual de Saúde, do Ministério da Saúde e da ADJ Brasil.

O ponto focal, de acordo com o Dr. Walter Minicucci, é compreender que existem dois grupos de pacientes com diabetes tipo 1 no Brasil: aquele que tem condição de um tratamento de qualidade, pois a questão financeira não é um impedimento, e outro que abrange uma parcela maior da população, que depende das insulinas NPH Humana e Regular Humana Rápida e de glicosímetros disponíveis no SUS. “O que estamos discutindo aqui é o Análogo de Ação Rápida para alguns grupos de pacientes com Diabetes do Tipo 1. Embora não melhorem tanto o controle glicêmico, tira essas pessoas do risco de morte por hipoglicemia, de hipoglicemias severas”, explicou.

A Dra. Karla Melo apresentou uma palestra que teve como tema “Diabetes tipo 1 no Brasil” visando contextualizar a situação da doença no país, promovendo uma discussão em prol de melhorias na qualidade de vida do paciente, e abordando a insulinoterapia. Segunda a médica, deve-se ter uma atenção especial com a população menos favorecida. “A maioria da população com diabetes não atinge um controle glicêmico adequado. Dependendo da região, da classe social deste paciente há uma melhora ou piora do controle glicêmico. A preocupação deve ser com aqueles que são atendidos nos SUS, aqueles que não dispõem de condições para um tratamento de qualidade. Deve-se lutar por incorporações, padronizações, capacitações e ações que levem a melhoria para os pacientes mais necessitados”, concluiu.

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05 Novembro 2018

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