SBD participa do 15º Congresso Português de Diabetes

Entre 8 e 10 de março, a SBD, representada por sua presidente Hermelinda Pedrosa, vice-presidente João Nunes Salles e pelo presidente do XXII Congresso da SBD Tadeu Alencar Fonseca, esteve presente no 15º Congresso Português de Diabetes, realizado em Vilamoura, Portugal. A participação da SBD foi importante para levar ao exterior a realidade do cenário brasileiro diante da assistência ao paciente com diabetes e apresentar o importante trabalho realizado pelo BRANSPEDI – Grupo Brasileiro de Neuropatias e Pé Diabético, vinculado ao Departamento homônimo, da SBD.

O primeiro simpósio com participação da SBD foi a respeito de Neuropatias Diabéticas. Sob o tema “Prevalência da neuropatia periférica no diabetes”, a Dra. Hermelinda Pedrosa apresentou dados de estudos multicêntricos (BRAZDIAB, BRAZUPA e DM2-Prevalência de Pacientes dentro do Alvo de Guidelines), de Custos com Pé Diabético (texto em parceria com a Dra Luciana Bahia) e destacou questões como a descontinuação do Projeto Salvando o Pé Diabético. Apesar do êxito e impacto na comunidade internacional, com a criação de 60 ambulatórios de pé diabético, o Projeto foi descontinuado gradualmente a partir de 2004 por não receber o apoio do Ministério da Saúde, não tendo sido transformado em nenhuma política formal de saúde em relação à essa complicação devastadora do diabetes.

O BRANSPEDI, cujo nome inicial era BRASPEDI (Grupo Brasileiro de Pé Diabético) é multidisciplinar e foi criado durante o curso Train the Foot Trainers sob a coordenação da IDF (International Diabetes Federation) e apoio da SBD e Secretária de Estado de Saúde do DF realizado em Brasília em dezembro de 2012. O Grupo segue os objetivos originais do “Projeto Salvando o Pé Diabético”, que inspirou a ação internacional do Programa Step by Step (SbS, Passo a Passo) para a região SACA da IDF e apoio do International Working Group on the Diabetic Foot 2012. O SbS é um resgate do “Salvando” com foco na prevenção por meio da capacitação de profissionais com o objetivo de evitar úlceras e amputações nas pessoas com diabetes. Dentre as ações do BRANSPEDI, destaca-se o treinamento de quase mil profissionais de saúde entre 2013 e 2018. Um dos objetivos da apresentação foi mostrar que, infelizmente, há um problema de descontinuidade de programas no Brasil, como em outros países da América Latina, por conta da dependência de políticas governamentais não configuradas como política de estado. A SBD, apesar de influenciar e lutar constantemente para que seja implementada uma linha de cuidado tanto na atenção básica, como também na atenção de média e alta complexidade, constata a onda oscilatória e dependente dos governos para colocarem em pauta essas questões.

Atualmente, a SBD está se empenhando para pactuar ações com os conselhos de secretarias de saúde municipais e estaduais para que seja possível continuar com a capacitação de profissionais por todo o Brasil. A neuropatia e o pé diabético são complicações prevalentes, onerosas e incapacitantes que exigem cuidados especiais. É consenso mundial que um paciente com diabetes, que lesiona o pé de alguma forma, tem que receber atendimento em 24h, por isso é necessário que haja uma conscientização neste sentido.

O 1º Simpósio Luso-Brasileiro de Diabetes também contou com a participação da SBD e levantou importantes temas para discussão. Além da presença dos médicos da Sociedade, contou com o Dr. Rui Duarte, presidente da Sociedade Portuguesa de Diabetologia (SPD), e dos Drs. João Filipe Raposo, presidente da Associação Portuguesa de Pacientes Diabéticos, e José Silva Nunes.

Dr. Tadeu Alencar apresentou dados da situação do diabetes no Brasil, desde o impacto epidemiológico e a posição de 4º lugar no ranking dos países com maior população com a doença no mundo (atrás apenas de China, India e Estados Unidos), à condição de controle e uso de insulina, que configura um venário desigual: pessoas em classes socioeconômicas têm pior controle (HbA1c elevadas) e usam insulinas regular e NPH, por exemplo. Dr João Raposo apresentou dados de Portugal e ressaltou avanços com o alinhamento às Diretrizes da EASD. Coube aods Drs. João Salles e Silva Nunes discorrer sobre o processo de elaboração das Diretrizes Luso-Brasileiras, a partir de conversas entre o Dr. Salles e Rui Duarte no Congresso da ADA em 2018, seguindo-se a reunião no EASD em Berlim, coordenada pela SBD e com a participação, também, das sociedades de endocrinologia dos dois países (SBEM e SPEDM). As recomendações luso-brasileiras para o tratamento de hiperglicemia entre pessoas com diabetes tipo 2 representa um afinamento inicial entre Brasil e Portugal que, em um segundo momento, pretende também aproximar outros países de língua portuguesa.

Com recepção calorosa e harmônica, a participação dos membros da diretoria da SBD foi importante para uma troca de experiências e vivências na área. A Dra. Hermelinda Pedrosa, com aval da Diretoria da Gestão 2018-2019, garantiu a a continuidade e reciprocidade dessa participação no XXII Congresso da Sociedade Brasileira de Diabetes, que será realizado entre 16 e 18 de outubro em Natal – RN, quando o trabalho, coordenado pelo Dr Marcello Bertoluci, será apresentado.

 
 

AÇÕES DO BRANSPEDI
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