São Paulo, maio de 2020. Ciente da constante necessidade de atualização, estabelecimento e revisão de protocolos de atendimento, a Sociedade Brasileira de Diabetes uniu-se a outras instituições e sociedades médicas reconhecidas internacionalmente para formular uma Diretriz Luso-Brasileira para o tratamento da hiperglicemia em pessoas com Diabetes Tipo 2. Este intento foi iniciado pela Dra. Hermelinda Pedrosa e o Dr. João Salles.

O projeto de elaboração da diretriz contou com a participação da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), Sociedade Portuguesa de Diabetologia (SPD), e Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo (SPEDM). Cada uma das delas indicou especialistas para conduzirem o projeto. Ao todo, 33 médicos participaram. A SBD destacou o endocrinologista Dr. Marcello Bertoluci, representante da Assessoria Científica.

O marco inicial do projeto se deu em 1º de outubro de 2018, por meio de uma reunião em Berlim, na Alemanha, no Congresso Europeu de Diabetes, onde os especialistas reuniram-se e começaram os preparativos. De acordo com o Dr. Bertoluci, a diretriz foi divida em quatro categorias: diabetes tipo 2 sem complicações, diabetes com doença cardiovascular aterosclerótica, diabetes com insuficiência cardíaca e diabetes em paciente com doença renal crônica. Cada uma delas dispôs de um fluxograma específico de condutas para definir os melhores procedimentos de trabalho.

Em âmbito prático, os endocrinologistas responderam a uma série de questionários sobre evidências de diferentes tratamentos. Assim, foram identificadas as drogas com mais evidências, ressaltando, especificamente, a melhor forma usar cada uma.

“Como foram 18 meses de produção. Surgiram novos apontamentos ao longo do tempo. Então, tínhamos que refazer buscas, modificações, rediscussões”, ressalta. O Dr. Bertoluci salienta que foram realizadas inúmeras rodadas de discussão e revisões para chegar ao resultado final – com uma diretriz consistente e robusta, apontando as melhores estratégias de tratamento aos endocrinologistas, especialmente em pontos onde antes não havia consenso.

De acordo com o Dr. Bertoluci, vários pontos são passíveis de destaque no trabalho, dentre eles a eficácia do tratamento com terapia dupla mais precoce, com 7,5% de hemoglobina glicada, a instituição da classe dos AD1 (inibidores de SGLT2 e análogos do receptor do GLP-1) como tratamento preferencial em diversas situações, e a terapia quádrupla, menos usada atualmente.

Além de ser uma grande referência para os especialistas na área, o documento também servirá de base para orientar o médico clínico que, por vezes, não está familiarizado com os muitos detalhes do tratamento diabetes, e poderá prestar um atendimento melhor munido destas informações, aponta ele.

Ele salienta que provavelmente as quatro sociedades se reunirão novamente no futuro, com foco em atualizar as diretrizes, em função do rápido surgimento de novas evidências .

Segundo o médico, a difusão de todo esse conteúdo não deverá será feita do dia para a noite. Aos poucos, as sociedades médicas irão divulgá-la por meio de congressos, aulas on-line, redes sociais e outras ferramentas. Desta maneira, haverá cada vez mais médicos bem atualizados.

A SBD, por sua vez, mantém seu empenho em sempre buscar novas formas de se mobilizar para apontar novos meios de tratamentos, avançando cientificamente.

Profissional da saúde, acesse aqui o material elaborado pelas Sociedades:

• Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD);

• Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM);

• Sociedade Portuguesa de Diabetologia (SPD);

• Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo (SPEDM).



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