Dados do Vigitel e os números da obesidade no Brasil

Recentemente o Ministério da Saúde divulgou os dados sobre a obesidade no Brasil. São números que a SBD acompanha de perto já que diabetes e excesso de peso/obesidade estão muito ligados e sempre se transformam em uma combinação muito perigosa.

O resultado do Vigitel 2014 – Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico – foi apresentado em coletiva para a imprensa em Brasília e transmitida pela internet. A exposição dos dados foi feita por Deborah Malta, diretora do Departamento de Vigilância de Agravos e Doenças Não Transmissíveis, e na sequência, o Ministro da Saúde, Arthur Chioro, respondeu às perguntas dos jornalistas presentes.

Dados Gerais

A população monitorada foi de 4.853 entrevistados, adultos com mais de 18 anos e residentes nas capitais dos 26 estados e Distrito Federal. O período de realização da pesquisa foi de fevereiro a dezembro de 2014.

Cresceu o número de pessoas com excesso de peso no país, com 52,5% dos brasileiros dentro desse grupo. Em 2006, quando a investigação pelo Vigitel começou, o índice era de 43%. O resultado apontou que 17.9% está obesa.

Os homens lideram os números, com 56,5%, e as mulheres somam 49,1%. Em relação à prevalência de excesso de peso e obesidade por escolaridade, a pesquisa apontou que quanto menor a escolaridade, maior o índice de obesidade.

Apesar da avaliação do Ministério da Saúde ser boa em relação à estabilização de alguns índices, o Vigitel apontou evolução da frequência do excesso de peso, com um aumento de 23% nos últimos nove anos.

São Luís, no Maranhão, foi a capital com menor número de adultos com excesso de peso (46%) enquanto Fortaleza, Porto Velho e Manaus ocupam os últimos lugares com 56% da população.

Já Florianópolis é a que apresenta o menor índice de obesidade, com 14% da população. Na outra ponta está Campo Grande com 22%.

O Vigitel incluiu, também, dados sobre a prática da atividade física, que é fator de proteção para doenças crônicas, como o diabetes. Os números preocupam e São Paulo é a capital com menor índice. Apenas 30% da população adulta pratica a atividade recomendada.

Outro ponto do levantamento foi sobre consumo de frutas e hortaliças, onde os números são positivos com um aumento de consumo recomendado pela OMS. Já a ingestão de sal é apontada como duas vezes maior do que o recomendado.

O consumo de refrigerantes e doces também está caindo, mas ainda são altos. Pelos índices levantados, 20,8% da população toma refrigerante cinco vezes ou mais na semana, menor que o índice de 2007 (30,9%). “Já os alimentos doces estão na rotina cinco ou mais dias da semana de 18,1% da população, sendo mais presentes nas refeições das mulheres (20,3%) que dos homens (15,8%)”, informou o Ministério da Saúde. 

Em relação à rotina das famílias, do total, 16,2% da população substitui o almoço ou o jantar por lanche sete ou mais vezes na semana. Apesar disso, o feijão continua sendo o prato mais popular do brasileiro, com a preferência de 66% dos entrevistados.

Durante a coletiva, foi mencionado que as doenças crônicas são responsáveis por 72,4% dos óbitos dos brasileiros e a meta do Ministério é diminuir em 2% ao ano o número de mortes por estas doenças até 2022.

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- Link para o estudo completo do Vigitel 2014

http://portalsaude.saude.gov.br/images/pdf/2015/abril/15/PPT-Vigitel-2014-.pdf

- Acesse o Guia Alimentar no site da SBD

http://www.diabetes.org.br/nutricao-noticias/ministerio-da-saude-lanca-a-versao-final-do-guia-alimentar-para-populacao-brasileira

 

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Comentários  

cristianne Maria de Sousa batista 13-06-2015 12:28
Recebi os dados. Obg pela atencao

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