Diabetes: para cada um que sabe - outro não sabe

Dra. Andressa Heimbecher Soares

  • Endocrinologista
  • Especialista pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.

Hoje, segundo os dados mais atuais, nosso País tem cerca de 10,2% da população com Diabetes. Logo, estimamos que aproximadamente 16,8 milhões de brasileiros tem a doença.  No mundo, 1 em cada 11 adultos tem diabetes, somando então 425 milhões de pessoas.

 

Além dessa estatística que por si só já é impressionante, estima-se que 1 em cada 2 adultos com diabetes não saiba que tem o diagnóstico.

 

Isso acontece porque a maior parte dos pacientes, por ter pouco ou nenhum sintoma, Acaba apresentando elevações silenciosas da glicemia por muitos anos. Sabemos que quando uma pessoa recebe o diagnóstico de diabetes ela já tem alterações de glicemia cerca de 8 anos antes.

 

A recomendação atual é que um paciente sem fatores de risco (sobrepeso ou obesidade, hipertensão, histórico familiar) faça no mínimo a dosagem de uma glicemia anualmente. O exame da glicose é simples, feito com a coleta de exames de sangue.

 

Mas como fazemos o diagnóstico?

 

Parece fácil: aumento de glicemia no sangue. Mas no total temos 4 jeitos de se fazer o diagnóstico de diabetes. Vamos conferir?

  • A dosagem de glicemia de jejum com jejum mínimo de 8 horas maior ou igual a 126 mg/dL, repetida em mais de uma ocasião.
  • A dosagem da Hemoglobina Glicada (HbA1c) maior ou igual a 6,5%.
  • A curva glicêmica simplificada com 75 gramas de glicose indicando na segunda hora glicemia maior ou igual a 200 mg/dL.
  • Uma glicemia ao acaso com sintomas de diabetes aferida no sangue maior ou igual a 200 mg/dL

 

Aqui precisamos explicar alguns detalhes. O primeiro deles é que qualquer exame Alterado indica diabetes, mesmo o outro estando normal. Isso quer dizer que se a hemoglobina glicada está alterada, mesmo a glicemia de jejum sendo normal ainda

sim é diagnóstico de diabetes.

 

Com o uso maior da hemoglobina glicada para o diagnóstico progressivamente Estamos pedindo menos curvas glicêmicas – por ser um exame mais demorado. Para diagnóstico de pré-diabetes a hemoglobina glicada também é útil: valores maiores ou iguais a 5,8% até 6,4% fazem o diagnóstico.

 

 

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Referências

https://www.diabetesatlas.org/en/

Diretrizes Sociedade Brasileira de Diabetes 2019-2020 - Aspectos técnicos e laboratoriais de diagnóstico e acompanhamento do diabetes mellitus

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